<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-6604176450390725605</id><updated>2011-07-30T19:20:26.381-07:00</updated><category term='Dia da Mulher'/><category term='Lésbica'/><category term='Mulher Negra'/><category term='A mulher como mercadoria'/><title type='text'>ELAINE ZARAGOSA</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://elainezaragosa.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6604176450390725605/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://elainezaragosa.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>elainezaragosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01836234892627716222</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>4</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6604176450390725605.post-8472101850767834233</id><published>2009-12-02T08:02:00.000-08:00</published><updated>2009-12-02T08:10:41.489-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='A mulher como mercadoria'/><title type='text'>A MULHER COMO MERCADORIA</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_FKg3TRledOo/SxaQYhVkmlI/AAAAAAAAAB0/fPDud1hqt1w/s1600-h/Mulher.png"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5410670753272339026" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 179px; CURSOR: hand; HEIGHT: 191px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_FKg3TRledOo/SxaQYhVkmlI/AAAAAAAAAB0/fPDud1hqt1w/s320/Mulher.png" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Desde a infância, a mulher tem seu papel pré-determinado na sociedade. Somos educadas para sermos dóceis, sensíveis, delicadas e sempre na condição de submissa ao sexo masculino. Sempre nos coube as funções da maternidade, o cuidado com os filhos e com a casa e a obediência ao marido. Enquanto ao homem couberam as tarefas externas e a independência sexual permitida e estimulada.&lt;br /&gt;"A ditadura da beleza imposta pela sociedade burguesa reduz as mulheres a simples mercadorias, objetos de consumo."&lt;br /&gt;Paralelo a isso, surge a supervalorização de um padrão estético, reduzindo a mulher a seu corpo. A ditadura da beleza imposta pela sociedade burguesa reduz as mulheres a simples mercadorias, objetos de consumo. Os meios de comunicação em geral, exigem que a mulher tenha o mesmo estereótipo das grandes modelos, ou seja, cabelos lisos, um corpo malhado e bronzeado, o que não representa, de fato, a população brasileira.&lt;br /&gt;A busca desenfreada para alcançar esse padrão de beleza estimula o consumo de produtos, favorecendo o lucro das clínicas de estética, academias, cosméticos, entre outros. Sem falar nos distúrbios alimentares como bulimia, anorexia e depressões, em geral causadas pela frustração em não alcançar a imagem ditada pela mídia.&lt;br /&gt;A mercantilização do corpo da mulher é expressa de forma mais violenta no tráfico de mulheres, movimentando um mercado altamente lucrativo. Segundo a OIT (Organização Internacional do Trabalho), O tráfico internacional de mulheres movimenta US$ 32 bilhões por ano e escraviza um milhão de mulheres para atividades sexuais, principalmente em países da Europa como Espanha, Holanda, Itália, Suíça, Alemanha e França&lt;a href="http://www.cachorrosolitario.com/category/artigos/lunna/#sdfootnote1sym" name="sdfootnote1anc"&gt;1&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;A imagem da mulher tratada como objeto sexual é tida como algo natural, estando sempre estampada em comerciais de carros do ano e garrafas de cerveja. Imagem inalcançável para a maioria das mulheres brasileiras, que mesmo não dispondo de renda necessária, gastam uma fortuna para atender ao padrão de beleza divulgado.&lt;br /&gt;"O tráfico internacional de mulheres movimenta US$ 32 bilhões por ano..."&lt;br /&gt;É necessário que haja um combate cotidiano a esses estereótipos, desmistificando a imagem da mulher como “mulher sexual”, valorizando a mulher como ela é, um ser que pensa e age sobre o mundo. Lembrando que as mulheres já conquistaram direitos nos espaços público e privado, índices mais altos de escolaridade e participação significativa no mercado de trabalho.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Fontes: OIT (Organização Internacional do Trabalho).&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Leia mais: &lt;a href="http://www.cachorrosolitario.com/category/artigos/lunna/#ixzz0YWSGULII"&gt;http://www.cachorrosolitario.com/category/artigos/lunna/#ixzz0YWSGULII&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6604176450390725605-8472101850767834233?l=elainezaragosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://elainezaragosa.blogspot.com/feeds/8472101850767834233/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://elainezaragosa.blogspot.com/2009/12/mulher-como-mercadoria.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6604176450390725605/posts/default/8472101850767834233'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6604176450390725605/posts/default/8472101850767834233'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://elainezaragosa.blogspot.com/2009/12/mulher-como-mercadoria.html' title='A MULHER COMO MERCADORIA'/><author><name>elainezaragosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01836234892627716222</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_FKg3TRledOo/SxaQYhVkmlI/AAAAAAAAAB0/fPDud1hqt1w/s72-c/Mulher.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6604176450390725605.post-4165311058947194009</id><published>2009-11-27T03:49:00.000-08:00</published><updated>2009-11-27T04:06:26.024-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lésbica'/><title type='text'>PELO DIREITO DE SER LESBICA</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Se as mulheres em geral não tiveram todas as suas reivindicações atendidas, a situação é ainda pior para as mulheres lésbicas. Estas sim são consideradas seres invisíveis na sociedade, ficando sempre à margem das discussões e fora das estatísticas.&lt;br /&gt;Vivendo o preconceito em todas as esferas da vida, social, econômica e política, ainda são vítimas da violência, mental e sexual. Muitas famílias ao descobrirem que as filhas são lésbicas querem impor um comportamento heterossexual como normalização da prática sexual do indivíduo.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.violenciamulher.org.br/images/banners/banner_viol1png.png" jquery1259299142437="41"&gt;&lt;/a&gt;A cada 15 segundos uma mulher é espancada por um homem no Brasil. Cerca de uma em cada cinco brasileiras (19%)declara espontaneamente ter sofrido algum tipo de violência por parte de algum homem. Mas quantas delas são lésbicas? Não existem dados oficiais sobre violência contra mulheres lésbicas, aumentando a sua invisibilidade.&lt;br /&gt;Isso se deve, em primeiro lugar, ao próprio sistema educacional que limita o assunto sexualidade à reprodução humana. Não existem educadores preparados para o tema e o grau de homofobia nas escolas ainda é muito grande, não existindo políticas especificas para trabalhar o problema.&lt;br /&gt;A saúde pública também não está preparada para atender as munheres lésbicas. Dificilmente falam de prevenç&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_FKg3TRledOo/Sw-9dzSywkI/AAAAAAAAAAc/Dfh4PJdQt5o/s1600/3181640793_36866b08cb.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5408749997178143298" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 213px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_FKg3TRledOo/Sw-9dzSywkI/AAAAAAAAAAc/Dfh4PJdQt5o/s320/3181640793_36866b08cb.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;ão e não indicam os métodos anticoncepcionais adequados, tratando muitas delas como mulheres que não mantem uma vida sexual ativa e sadia. As próprias lésbicas, muitas vezes, não assumem publicamente sobre a sua sexualidade, por medo de serem reprimidas ou por achar que sofrem de alguma doença. E como se não bastasse, muitos homens também não respeitam o relacionamento entre lésbicas, tratando-as somente como um fetiche para a realização de suas fantasias sexuais.&lt;br /&gt;A situação das mulheres lésbicas se torna mais drástica quando ela é combinada com a exploração capitalista, ou seja, quando são as mulheres da classe trabalhadora que precisam afirmar a sua sexualidade. As mulheres da burguesia podem exercer a sua sexualidade com mais autonomia, pois devido às suas condições econômicas podem frequentar bares e outros lugares específicos para homossexuais, enquanto as lésbicas da classe trabalhadora sofrem preconceitos muito maiores.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.flickr.com/photos/dawnhartman/3181640793/" jquery1259299142437="42"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Creio que a única saída para combater a discriminação e a homofobia seja cobrar do governo que realmente haja um serviço público de qualidade, onde as diferenças de raça, gênero e preferência sexual sejam respeitadas.&lt;br /&gt;A luta pela construção de um verdadeiro socialismo passa pela a aceitação das diferenças, onde todos poderão expressar a sua sexualidade livremente, sem opressão e discriminação. Enquanto isso não acontece, é necessário que tenhamos políticas públicas que assegurem a punição e impeçam os atos de violência contra mulheres, lésbicas e trabalhadoras.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Por Elaine Zaragosa&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6604176450390725605-4165311058947194009?l=elainezaragosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://elainezaragosa.blogspot.com/feeds/4165311058947194009/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://elainezaragosa.blogspot.com/2009/11/pelo-direito-de-ser-lesbica.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6604176450390725605/posts/default/4165311058947194009'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6604176450390725605/posts/default/4165311058947194009'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://elainezaragosa.blogspot.com/2009/11/pelo-direito-de-ser-lesbica.html' title='PELO DIREITO DE SER LESBICA'/><author><name>elainezaragosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01836234892627716222</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_FKg3TRledOo/Sw-9dzSywkI/AAAAAAAAAAc/Dfh4PJdQt5o/s72-c/3181640793_36866b08cb.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6604176450390725605.post-3059472889465497646</id><published>2009-11-26T08:11:00.000-08:00</published><updated>2009-11-27T04:06:41.777-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mulher Negra'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_FKg3TRledOo/Sw6pflYKxSI/AAAAAAAAAAM/wjgYrzjr_XA/s1600/lunna08.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5408446562593064226" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 208px; CURSOR: hand; HEIGHT: 178px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_FKg3TRledOo/Sw6pflYKxSI/AAAAAAAAAAM/wjgYrzjr_XA/s320/lunna08.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a title="Permanent link to La Lunna 08 – MULHERES NEGRAS, A TRIPLA OPRESSÃO: GÊNERO, RAÇA E CLASSE" href="http://www.cachorrosolitario.com/2009/11/la-lunna-08-mulheres-negras-a-tripla-opressao-genero-raca-e-classe/" rev="post-1860" rel="bookmark"&gt;La Lunna 08 – MULHERES NEGRAS, A TRIPLA OPRESSÃO: GÊNERO, RAÇA E CLASSE&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://img97.imageshack.us/img97/1759/lunna08.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;No dia 20 de novembro comemoramos o dia nacional da consciência negra. Zumbi, líder do Quilombo dos Palmares, foi morto em uma emboscada na Serra Dois Irmãos, em Pernambuco, após liderar uma resistência que culminou com o início da destruição do quilombo Palmares. Além de todas as questões relacionadas ao povo negro, devemos dar especial atenção às mulheres negras. Expostas a uma tripla opressão, as mulheres negras sofrem com o gênero por ser mulher, com a raça por ser negra e, principalmente com a classe, por pertencer à sociedade capitalista, que oprime e inferioriza a mulher negra.&lt;br /&gt;As mulheres negras compõem um grande exército de reserva na sociedade capitalista. Segundo dados do IPEA, são as &lt;a href="http://fc09.deviantart.net/fs10/f/2006/326/9/e/Woman_crucifiction_by_female11.jpg"&gt;&lt;/a&gt;últimas na escala de renda, as primeiras a serem demitidas, alvo prioritário de violência social, sendo usada como produto/mercadoria barata. Inúmeras pesquisas realizadas nos últimos anos mostram que a mulher negra apresenta menor nível de escolaridade, trabalha mais, porém com rendimento menor. Em comparação às outras mulheres, são as que ingressam mais precocemente no mercado de trabalho, geralmente em profissões que não exigem qualificação técnica ou intelectual. O número de mulheres negras que trabalham como domésticas é sempre maior do que em mulheres brancas.&lt;br /&gt;Além da discriminação no mercado de trabalho, a saúde da mulher negra sofre algumas particularidades, como por exemplo, a anemia falciforme, uma doença hereditária, muito comum nas mulheres negras, originária da África, que se espalhou pelas Américas com o tráfico de escravos. Além da anemia falciforme, outras doenças que afetam particularmente as mulheres negras são os miomas uterinos e a hipertensão arterial. Isso ocorre devido a não inclusão do item raça nos prontuários médicos, o não diagnóstico precoce da anemia falciforme, e principalmente, pela falta de campanhas sobre a saúde da população negra.&lt;br /&gt;Os meios de comunicação também contribuem para a desvalorização da mulher negra. A sua imagem geralmente é de &lt;a href="http://th07.deviantart.net/fs48/300W/f/2009/174/1/6/scratchboard_woman_by_shorty1013.jpg"&gt;&lt;/a&gt;símbolo sexual, ignorando toda a manifestação cultural, religiosa e artística da comunidade negra. O Brasil é uma das principais rotas do turismo sexual e do tráfico internacional de mulheres, onde meninas, jovens e mulheres não-brancas, especialmente das regiões norte e nordeste do país, são alvos fundamentais da indústria internacional do sexo. A manipulação da identidade cultural, étnica e racial dessas mulheres é o elemento constitutivo do sexy marketing que suporta o aliciamento e a exploração sexual dessas mulheres.&lt;br /&gt;Como vimos as mulheres negras, são as maiores vítimas das desigualdades sociais, da violência, da pobreza, da baixa escolaridade e da divulgação de sua imagem como mercadoria. É importante que essa data seja vista como um passo na construção de uma sociedade onde as diferenças raciais, assim como as de gênero e classe sejam erradicadas e não precise haver datas especiais para lembrarmos que é fundamental aceitar as diferenças.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://foursyte.deviantart.com/art/Dangerous-black-woman-18372484"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;MULHERES NEGRAS, A TRIPLA OPRESSÃO: GÊNERO, RAÇA E CLASSE&lt;br /&gt;Por Elaine Zaragosa&lt;br /&gt;Fontes: IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada); &lt;a href="http://www.geledes.org.br/" target="_blank"&gt;Gelédes.org.br&lt;/a&gt;; &lt;a href="http://www.ibge.gov.br/home/" target="_blank"&gt;IBGE.gov.br&lt;/a&gt;; PNAD (Pesquisa Nacional de Amostras por Domicílio); &lt;a href="http://www.mulheresnegras.org/" target="_blank"&gt;mulheresnegras.org&lt;/a&gt; ;&lt;br /&gt;MULHERES NEGRAS, A TRIPLA OPRESSÃO: GÊNERO, RAÇA E CLASSE&lt;br /&gt;No dia 20 de novembro comemoramos o dia nacional da consciência negra. Zumbi, líder do Quilombo dos Palmares, foi morto em uma emboscada na Serra Dois Irmãos, em &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_FKg3TRledOo/Sw6pnaVgLbI/AAAAAAAAAAU/SLAZzLvW0Mg/s1600/scratchboard_woman_by_shorty1013.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5408446697068047794" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 229px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_FKg3TRledOo/Sw6pnaVgLbI/AAAAAAAAAAU/SLAZzLvW0Mg/s320/scratchboard_woman_by_shorty1013.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Pernambuco, após liderar uma resistência que culminou com o início da destruição do quilombo Palmares. Além de todas as questões relacionadas ao povo negro, devemos dar especial atenção às mulheres negras. Expostas a uma tripla opressão, as mulheres negras sofrem com o gênero por ser mulher, com a raça por ser negra e, principalmente com a classe, por pertencer à sociedade capitalista, que oprime e inferioriza a mulher negra.&lt;br /&gt;As mulheres negras compõem um grande exército de reserva na sociedade capitalista. Segundo dados do IPEA, são as últimas na escala de renda, as primeiras a serem demitidas, alvo prioritário de violência social, sendo usada como produto/mercadoria barata. Inúmeras pesquisas realizadas nos últimos anos mostram que a mulher negra apresenta menor nível de escolaridade, trabalha mais, porém com rendimento menor. Em comparação às outras mulheres, são as que ingressam mais precocemente no mercado de trabalho, geralmente em profissões que não exigem qualificação técnica ou intelectual. O número de mulheres negras que trabalham como domésticas é sempre maior do que em mulheres brancas.&lt;br /&gt;Além da discriminação no mercado de trabalho, a saúde da mulher negra sofre algumas particularidades, como por exemplo, a anemia falciforme, uma doença hereditária, muito comum nas mulheres negras, originária da África, que se espalhou pelas Américas com o tráfico de escravos. Além da anemia falciforme, outras doenças que afetam particularmente as mulheres negras são os miomas uterinos e a hipertensão arterial. Isso ocorre devido a não inclusão do item raça nos prontuários médicos, o não diagnóstico precoce da anemia falciforme, e principalmente, pela falta de campanhas sobre a saúde da população negra.&lt;br /&gt;Os meios de comunicação também contribuem para a desvalorização da mulher negra. A sua imagem geralmente é de símbolo sexual, ignorando toda a manifestação cultural, religiosa e artística da comunidade negra. O Brasil é uma das principais rotas do turismo sexual e do tráfico internacional de mulheres, onde meninas, jovens e mulheres não-brancas, especialmente das regiões norte e nordeste do país, são alvos fundamentais da indústria internacional do sexo. A manipulação da identidade cultural, étnica e racial dessas mulheres é o elemento constitutivo do sexy marketing que suporta o aliciamento e a exploração sexual dessas mulheres.&lt;br /&gt;Como vimos as mulheres negras, são as maiores vítimas das desigualdades sociais, da violência, da pobreza, da baixa escolaridade e da divulgação de sua imagem como mercadoria. É importante que essa data seja vista como um passo na construção de uma sociedade onde as diferenças raciais, assim como as de gênero e classe sejam erradicadas e não precise haver datas especiais para lembrarmos que é fundamental aceitar as diferenças.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Por Elaine Zaragosa&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Fontes: IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada); Gelédes.org. br; IBGE.org.br; PNAD (Pesquisa Nacional de Amostras por Domicílio); mulheresnegras.org.br;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6604176450390725605-3059472889465497646?l=elainezaragosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://elainezaragosa.blogspot.com/feeds/3059472889465497646/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://elainezaragosa.blogspot.com/2009/11/la-lunna-08-mulheres-negras-tripla.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6604176450390725605/posts/default/3059472889465497646'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6604176450390725605/posts/default/3059472889465497646'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://elainezaragosa.blogspot.com/2009/11/la-lunna-08-mulheres-negras-tripla.html' title=''/><author><name>elainezaragosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01836234892627716222</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_FKg3TRledOo/Sw6pflYKxSI/AAAAAAAAAAM/wjgYrzjr_XA/s72-c/lunna08.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6604176450390725605.post-7610888136893865074</id><published>2009-11-25T04:12:00.000-08:00</published><updated>2009-12-02T08:08:55.282-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Dia da Mulher'/><title type='text'>DIA INTERNACIONAL DA MULHER</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_FKg3TRledOo/Sw_CdU0H4VI/AAAAAAAAAAk/a1b440ZdNG0/s1600/DiaDaMulher2.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5408755486554579282" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 221px; CURSOR: hand; HEIGHT: 184px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_FKg3TRledOo/Sw_CdU0H4VI/AAAAAAAAAAk/a1b440ZdNG0/s320/DiaDaMulher2.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;No dia 8 de março é comemorado o Dia Internacional da Mulher. Esta data é ligada a uma proposta feita em 1910, pela líder comunista alemã Clara Zetkin, durante o II Congresso Internacional de Mulheres Socialistas para lembrar operárias mortas durante um incêndio que ocorreu em uma fábrica em Nova York, em 1857.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas há controvérsias quanto a esta versão. Segundo a socióloga Eva Alterman Blay, coordenadora do Núcleo de Estudos da Mulher e Relações de Gênero (Nemge) e professora da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH), o acidente de 1857 não aconteceu. Pelo menos não na data em que é lembrado.lkjhgfDe acordo com Eva Blay o incêndio que se relaciona ao Dia Internacional da Mulher foi o que aconteceu no dia 25 de março de 1911, nos EUA, na Triangle Shirtwaist Company, uma fábrica têxtil que ocupava do oitavo ao décimo andar de um prédio, e que empregava 600 trabalhadores. A maioria eram mulheres imigrantes judias e italianas com idade entre 13 e 23 anos. Parte dos trabalhadores conseguiu chegar as escadas, descendo para a rua ou subindo no telhado. Outros desceram pelo elevador.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O fogo e a fumaça aumentaram e muitos trabalhadores desesperados pularam pelas janelas e algumas mulheres morreram nas próprias máquinas. Na tragédia 146 pessoas morreram, sendo 125 mulheres e 21 homens.lkjhgfNo local do incêndio foi construída uma parte da Universidade de Nova York onde consta uma placa com a inscrição em homenagem às vítimas do incêndio. Por causa dessa tragédia foram criados novos conceitos de responsabilidade social e legislação do trabalho, tornando as condições de trabalho as melhores do mundo.lkjhgfPara Eva Blay, é provável que a morte das trabalhadoras da Triangle tenha se incorporado ao imaginário coletivo da comemoração do Dia Internacional da Mulher. Mas o processo para instituir uma data comemorativa já vinha sendo estudada pelas socialistas americanas e européias há algum tempo e acabou sendo confirmada com a proposta de Clara Zetkin em 1910.lkjhgfA data passou a ser comemorada com mais intensidade na década de 60 com o fortalecimento do movimento feminista, quando passaram a ser discutidos problemas da sexualidade, da liberdade ao corpo, do casamento e dos jovens. O fato é que não se sabe com precisão por que o dia 8 de março foi escolhido, mas ele se consagrou ao longo do século XX. A consagração do direito de manifestação pública veio com apoio internacional, em 1975, quando a Organização das Nações Unidas (ONU) instituiu oficialmente a data como o Dia Internacional da Mulher.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Segundo dados do Dieese � Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos � &lt;a href="http://www.dieese.org.br/"&gt;http://www.dieese.org.br/&lt;/a&gt; � as mulheres correspondem a 41% da População Economicamente Ativa (PEA) do Brasil e mais de um quarto das famílias são chefiadas por elas. Mas nem tudo são flores. Pela pesquisa, as mulheres possuem maior nível de escolaridade que os homens, porém não ocupam funções compatíveis com sua formação, além de ter remuneração menor se comparada ao sexo oposto.Primeira mulher diplomada no Brasil&lt;br /&gt;De acordo com pesquisa realizada pela professora de pós-graduação em História Social da USP Maria Regina da Cunha Rodrigues Simões de Paula a primeira mulher diplomada no Brasil foi a médica Rita Lobato Velho Lopes (1867-1960). Segundo pesquisa, com os impedimentos existentes na época, Rita Lobato só pode iniciar seus estudos depois que o imperador d. Pedro II assinasse um decreto-lei. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6604176450390725605-7610888136893865074?l=elainezaragosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://elainezaragosa.blogspot.com/feeds/7610888136893865074/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://elainezaragosa.blogspot.com/2009/11/dia-internacional-da-mulher.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6604176450390725605/posts/default/7610888136893865074'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6604176450390725605/posts/default/7610888136893865074'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://elainezaragosa.blogspot.com/2009/11/dia-internacional-da-mulher.html' title='DIA INTERNACIONAL DA MULHER'/><author><name>elainezaragosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01836234892627716222</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_FKg3TRledOo/Sw_CdU0H4VI/AAAAAAAAAAk/a1b440ZdNG0/s72-c/DiaDaMulher2.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
